4 momentos que podem alterar o apetite das crianças

Postado por Equipe Pequeno Gourmet

A hora do almoço chega e como você fica? Feliz porque vai fazer uma refeição gostosa com o filhote ou ansiosa e tensa, prevendo a batalha que se aproxima? Às vezes, aquele bebê que comia tão bem começa a rejeitar vários alimentos e a gente fica perdidinha. Há vários motivos possíveis por trás dessa mudança de apetite, dentre eles, algumas fases pelas quais seu pequeno está passando. Vamos falar sobre algumas delas e dar dicas de como lidar com esses desafios.

1. Tudo novo de novo: saltos de desenvolvimento

Lá vem eles outra vez, os famigerados “saltos de desenvolvimento” que falamos na semana passada. As mudanças que eles trazem podem deixar seu filho bastante excitado e levar por água a baixo as rotinas já estabelecidas, causando alterações no apetite e uma maior agitação durante as refeições.

Uma das fases em que o bebê fica mais temperamental é no salto que ocorre por volta dos oito meses e meio. Ele pode chorar com mais frequência, protestar quando não consegue o quer e ficar com um apetite menor. Isso ocorre justamente quando boa parte dos pais acredita que a rotina alimentar já está bem estabelecida, o que pode causar uma grande ansiedade.

A boa notícia é que tudo isso passa e a duração dos saltos pode variar de dias a poucas semanas. Por isso, repita constantemente o mantra “vai passar” e tente deixar a situação mais agradável para vocês dois. Lembre-se que a refeição é um momento gostoso e de troca. Tenha paciência ao oferecer o alimento, tente cantar, contar histórias ou mesmo brincar com o seu filho enquanto vocês comem, trazendo a atenção dele para o papá.

Se conseguir perceber quais são as novas habilidades que estão aparecendo, tente incluí-las nesse momento também. Por exemplo, lá pelos nove meses, deixe pedacinhos de comida disponíveis para ele pegar e exercitar o movimento de “pinça” dos dedos polegar e indicador. Testemunhar a concentração com que eles executam essa tarefa é algo muito gostoso!

2. Cadê o apetite que estava aqui? – Desaceleração do crescimento

Você seguiu a cartilha da boa alimentação infantil, ofereceu ingredientes e preparações variadas ao longo do primeiro ano. Seu bebê experimentou tudo com a boca, com a mão e até com a orelha e com o cabelo. Ainda assim, parece que ele não está mais comendo tão bem como antigamente e não quer nem ver alguns alimentos.

Entre um e dois anos de idade, as crianças já estão mais familiarizadas com a comida e são capazes de escolher o que mais gostam. Além disso, a velocidade de crescimento diminui, causando a diminuição do apetite. Ou seja, além de comer menos, seu filho pode começar a selecionar o que quer no pratinho. Nada ilustra melhor esse momento na vida das mães do que o quadro “O Grito” de Munch.

Meu filho não está comendo! Imagem: Google Art Project

Inspire, expire, não pire! Entender que a diminuição das porções é um processo natural, é o primeiro passo para levar essa fase numa boa. Não se preocupe em oferecer todos os nutrientes ou grupos alimentares em uma refeição. Busque equilibrar o cardápio ao longo da semana e encontre a paz de espírito. J

Se houver a rejeição de alguns alimentos, não desista de oferecê-los e varie seu preparo. Misture na carne, no feijão ou no bolinho, mas sempre explique quais são os ingredientes da receita. Leve seu filho para fazer compras com você e apresente a comida em sua forma natural. Tente inclui-lo também na preparação das receitas, nem que seja inicialmente como observador. Se precisar de mais ideias para lidar com a seletividade alimentar, fizemos uma série de posts sobre comedores seletivos que você pode conferir aqui.

3. Mamãe foi trabalhar: o fim da licença maternidade

A volta ao trabalho pode ser um período conturbado para a mamãe e para o bebê. Depois de alguns meses tentando se adaptar à maternidade, a vida profissional nos chama de volta! A sensação é que a nossa vida se torna um malabarismo… em cima de um monociclo… na corda bamba… sem rede de proteção (pura emoção!). Para completar o turbilhão, é possível que seu filho fique mais “manhoso”, pedindo mais contato e comendo menos. Mas isso só uma forma dele se expressar, de mostrar que sente a sua falta. Nesse momento, além de muita paciência e empatia, é preciso praticidade!

Para não abrir mão da comida saudável, planeje um cardápio funcional, de preferência com receitas que podem servir para a família toda. Uma papinha de frutas pode se tornar uma ótima sobremesa com iogurte, uma polenta ou uma torta podem deixar todos satisfeitos! As receitas do site do Pequeno Gourmet são elaboradas de forma a facilitar a vida dos pais, confira!

Se possível, converse com seu marido e veja onde vocês podem dividir as tarefas. Ele poderia cuidar do lanche ou dar alguma das refeições durante a semana ou nos fins de semana. Esse é um momento gostoso para reforçar essa conexão entre pai e filho.

4. Osso duro de roer: a dentição

A chegada dos dentinhos é um momento que agita a vida dos nossos pequenos.Muitas mães relatam sintomas que vão além do incômodo e do aumento da salivação, como diarreia, assaduras e aumento da secreção nasal. Não é à toa que algumas vezes nossos bebês ficam “doidinhos”, mudando os padrões de sono e apetite.

Nesse momento, uma boa saída é oferecer talos de alface ou de salsão para coçarem as gengivas e aproveitar para eles já irem se acostumando com o sabor desses alimentos. É importante que esses talos sejam grandes, para evitar o engasgo, e que todo o manuseio seja supervisionado por um adulto. Mordedores também são uma boa opção, na ABC Kids Expo, a Camila encontrou alguns muito bacanas.

Mordedores da ABC Kids Expo

Se a dor estiver muito forte, pode ser que a criança rejeite alimentos mais consistentes. Esse é o momento de relembrar o básico e oferecer comidinhas mais moles e frias, como essa sopa fresca de melão. Quando o incômodo passar, tudo voltará ao normal.

 

*O Pequeno Gourmet recomenda a consulta de um profissional especializado em caso de dúvida quanto a qualquer informação disponível no Portal

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