Amamentação e afeto

Postado por Equipe Pequeno Gourmet

Amamentar é sinônimo de amor, entrega, carinho, aconchego…  Um momento da mãe e do seu bebê. Porém, às vezes, podem ocorrer algumas dificuldades… Cada mulher vivencia esta experiência de uma forma, e cada bebê também. A mamãe Camila esperava que tudo fosse ser às mil maravilhas quando pegou Santiago no colo pela primeira vez para dar de mamar. Mas não foi bem assim. Ele não conseguia fazer a pega correta e chorava de fome.  Ela precisou fazer relactação até que o bebê conseguisse mamar sem o auxilio da sondinha.  Se sentindo mais segura, a cumplicidade entre eles só aumentou.

Mesmo que a experiência não seja fácil, nutrir a criança com amor por meio do leite materno só traz benefícios. Conversamos com a pediatra Dra. Cristiane Gomes e a enfermeira Eliene Monteiro Rios para explicar todas as vantagens de dar de mamar para o seu filho.

Superação do primeiro grande trauma: durante a gravidez, o bebê fica 9 meses em contato direto com a mamãe em um ambiente considerado seguro. Porém logo que chega ao mundo, encara seu primeiro choque: o parto! Por isso, os especialistas recomendam que a primeira mamada seja feita logo depois do neném nascer, para minimizar esse trauma. O contato “pele a pele”, “olhos nos olhos” entre mãe e filho cria uma troca de sentimento e prazer, um elo para toda a vida. E esse apego reduz o índice de rejeição e abandono.

Um bebê mais descolado: amamentar favorece o desenvolvimento da personalidade da criança. Alguns estudos afirmam que os pequenos que mamam no peito são mais sociáveis e que essas experiências vivenciadas na primeira infância são superimportantes para determinar o caráter do indivíduo na fase adulta. Estudos realizados no Rio Grande do Sul mostraram que bebês que são amamentados no peito podem desenvolver mais inteligência e segurança. Mas vale lembrar que o desenvolvimento psicológico da criança também depende de outros fatores, como a relação com os pais, irmãos, avós…

São mais tranquilos: quando está mamando no seio, o bebê satisfaz “duas fomes”, a de se nutrir e se sentir alimentado, e a de sucção, que envolve componentes emocionais, psicológicos e orgânicos que o deixam mais calmo. Quando esse prazer não é alcançado, algumas crianças desenvolvem uma insatisfação emocional, buscando substitutos como o dedo, a chupeta ou outros objetos.

Desenvolvimento da linguagem: a maneira como a mamãe conversa com o bebê durante a amamentação, ou em outros momentos, é chamada de manhês (frases curtas, fala cantada, no diminutivo, e mais aguda), considerada o embrião da comunicação. Essa é a primeira forma de chamar a atenção do neném e transmitir todo o carinho e emoção que é positiva para o seu desenvolvimento biopsicossocial. Podem ser construídas palavras e frases de afeto que serão aprendidas pela criança. Essa conversinha da mãe com o bebê pode, inclusive, liberar mais leite das mamas. A sensação de prazer não se deve apenas ao reflexo da ocitocina, mas a tudo que envolve o ato de dar de mamar.

Fontes:

Dra. Cristiana Gomes, consultora internacional de aleitamento materno, doutora em Pediatria, fonoaudióloga, especializada em teoria Psicanalítica e diretora da Prolactare – consultoria em amamentação e fonoaudiologia, e Eliene Monteiro Rios, enfermeira e fundadora do Calma – Consultório de Aleitamento Materno.

Veja mais:

Relactação, para quem não consegue amamentar naturalmente

Por que o bebê deve arrotar depois de mamar?

Um bebê que mama no peito deve tomar água?

*O Pequeno Gourmet recomenda a consulta de um profissional especializado em caso de dúvida quanto a qualquer informação disponível no Portal

Imagine receber toda semana uma coletânea dos posts mais legais do Pequeno Gourmet.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER