O que faz mal é pra se mostrar

Postado por Equipe Pequeno Gourmet

Sabe aquele cereal que vende saúde e disposição para as crianças e toda a família? Se tivesse um selo bem grande indicando que dentro daquela caixinha tem uma quantidade alarmante de açúcar, muita gordura e mais um tantão de sódio, será que continuaria sendo o escolhido para o pratinho do café da manhã?

Faz mal? Tá no rótulo

É claro que a gente sempre está buscando o melhor para nossos pequenos, mas, às vezes, na hora das compras, fica difícil não se perder em meio a tantas opções com cara de bem-estar e rótulos complicados. Essa questão é tão séria que vários debates já foram levantados sobre a importância da informação nutricional compreensível para todo mundo.

Pensando nisso, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) apresentou uma proposta para modificar a rotulagem dos alimentos industrializados. De acordo com o novo modelo, serão incluídos selos de advertência em alimentos processados e ultraprocessados – como biscoitos, macarrões instantâneos e refrigerantes- indicando quando há excesso de açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade.

Excesso só é bom quando é de informação

A ideia do Idec é traduzir os ingredientes prejudiciais à saúde presentes em todos os alimentos processados, deixando uma alerta sobre a quantidade estampado na embalagem de forma bem clara, para não restar nenhuma dúvida quanto ao que estamos comprando.

Iniciativas semelhantes já foram feitas em alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, é obrigatório ter os diferentes açúcares discriminados nos produtos.

Segundo o instituto, essa mudança vai ajudar a diminuir dúvidas na hora de fazer escolhas mais saudáveis nas prateleiras, já que letras pequenas e nomes esquisitos são um prato cheio para a confusão e decisões açucaradas.

 Xô, propaganda enganosa

As mensagens publicitárias dos alimentos também estão na mira da mudança. O projeto ainda estabelece que produtos processados e ultraprocessados não tragam nenhum tipo de referência a benefícios para saúde, de modo a não induzir o consumidor com uma comunicação que não é bem verdade.

Além disso, personagens infantis também estão fora dos pacotes, afinal, não é legal estimular o consumo de alimentos pouco saudáveis usando a paixão das crianças por seus heróis, não é mesmo?

Comer bem é escolha sua

Tudo isso tem um único objetivo: auxiliar as pessoas a fazer escolhas conscientes, baseadas em suas próprias decisões. É claro que um selo no salgadinho não vai impedir ninguém de comprar, mas quando os problemas são colocados bem grande na nossa cara, nos obrigam a pensar bem se aquela é a melhor alternativa e, quem sabe, mudar o caminho pro corredor de hortifruti?

No site do Idec você encontra mais informações sobre essa proposta e ainda pode assinar a petição pública para apoiar essas mudanças.

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