Seletividade alimentar das crianças pode refletir na vida adulta

Postado por Equipe Pequeno Gourmet

Seu filhote costuma rejeitar muitos alimentos? Esse é o perfil dos comedores seletivos. Uma característica que, segundo uma reportagem do The New York Times, pode passar para a vida adulta e até mesmo afetar relações  profissionais e pessoais.

Até quando?

Muitas pessoas pensam que toda seletividade das crianças ao comer, tem um fim na vida adulta, o que realmente pode até acontecer. Mas, segundo Nancy Zucker, psicóloga diretora do Centro para Distúrbios Alimentares da Universidade Duke, nos Estados Unidos, alguns adultos acabam continuando com essas restrições no paladar e também adquirindo novos hábitos, como a preferência por alimentos em forma de purê e com pouco tempero.

Desde cedo

O levantamento feito pela psicóloga mostra que de 2,6 mil adultos que hoje são seletivos na hora de comer, pelo menos 75% relataram que esse hábito começou na infância. Mas, outro dado também chama atenção: as crianças podem ser até 25% seletivas, embora não exista essa prevalência entre os adultos. O motivo? Segundo Nancy, seria o fato de que os maiores procuram manter em segredo as restrições na hora de comer, o que pode causar desconforto social e até profissional.

Herança do paladar

Quando crescem seletivos, os adultos podem sofrer preconceito, deixar de frequentar locais onde a comida seja diferente e até passar mal quando provam algo que procuram sempre evitar.  Em muitos casos essa herança do paladar pode vir tanto da aversão a alguns pratos, como dos que contém legumes e verduras, quanto de episódios de engasgo ou vômitos depois de comer determinado alimento quando criança.

Tratamento e prevenção

No momento em que veem as relações profissionais e pessoais abaladas por essa restrição alimentar, ou mesmo quando notam que esse exemplo pode ser dado aos filhos, os adultos buscam ajuda de psicólogos e terapeutas para tratar do problema. Essas terapias envolvem a reeducação até na hora de mastigar e engolir e o tratamento de traumas. Para esses casos, fazer a pessoa comer o alimento à força não é a solução.

O que pensa o Pequeno Gourmet sobre isso

A mamãe que quer evitar esse tipo de problema pode começar apresentar desde cedo alimentos saudáveis para o filhote,  mostrando o quanto cada combinação diferente pode ser positiva para a formação do paladar. É importante também lembrar que a influência dos pais na alimentação das crianças faz toda diferença.

iconComentários

Imagine receber toda semana uma coletânea dos posts mais legais do Pequeno Gourmet.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER