O que o urso come, mamãe?

Postado por Mamãe

Tenho plena consciência de que penso diferente da grande maioria dos pais, pediatras e especialistas em introdução alimentar. E, talvez, por essa razão eu tenha decidido dividir as minhas experiências com vocês. Tanto o que deu certo como, também, as minhas frustrações.

Sem dúvida, para uma mãe de primeira viagem, sem babá, sem funcionária doméstica diariamente, sem a sogra e a própria mãe de plantão, trabalhando em casa, cuidando da casa, do marido, do cachorro fica difícil compor uma refeição com uma porção de carboidrato, uma de proteína, um legume, uma verdura, sem esquecer do grão e da fruta de sobremesa. E ainda, repetir a façanha com a papinha do bebê desta vez cozinhando no vapor, amassando com o garfo para então servir tudo separadinho e fazê-lo comer sem televisão, sem brinquedo, sem ingerir líquidos…Não deu.

Aos poucos vou confessando os meus pecados. Já desrespeitei todas as regrinhas que citei e mais algumas. Mas, também, não arredo pé daquelas que considero fundamentais, como por exemplo, refeições em família e comer o que tem, se não quiser vai, ter que aguardar a próxima refeição e nada de mamadeira para aliviar a consciência.

Acredito que o momento das refeições, tanto para adultos como para crianças, deva ser alegre e divertido com pratos apetitosos, com o aroma e aparência atraentes. É uma das razões que nos fazem gostar tanto de comer fora. Batemos papo, damos risada, bebemos e comemos comidas que estimulam as nossas papilas gustativas.

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Com bebês e crianças é possível trazer um mundo de fantasia para a mesa, com cores, sabores e, por que não, brinquedos, livros, tablet, e até a própria televisão. O momento das refeições, para mim, é uma oportunidade de estimular os bebês e as crianças, um momento de descontração da família e não um cabo de guerra para ver quem vai ceder primeiro. É claro que, como pais, devemos ter critério, um propósito para não virar um oba-oba e uma razão para distrair as crianças enquanto comemos e batemos papo.

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Em uma ida à livraria encontrei um livro que achei perfeito para responder a pergunta título deste post: ensinar o Santiago a dividir (não tenho mais nada, tudo é dele) e de quebra comer um peixinho no jantar. Muito curioso, ele sempre quer saber o que os bichos comem, onde eles moram e cadê a mamãe e o papai deles. Depois de assistir o filme da Valente da Disney, em que a mãe da princesa se transforma em um urso e aprende a pescar para se alimentar, essa pergunta virou uma constante aqui em casa.

Para mostrar que não só a rainha-urso comia peixe, mas todos os ursos e a gente também, levei o livro “O urso esfomeado” para a mesa.

Preparei um salmão grelhado e um couscous marroquino com legumes que enformei utilizando um cortador de biscoito em forma de urso. E, entre uma garfada e outra eu e o maridão íamos contando a história.

Carboidrato – ok
Proteína – ok
Legumes – ok
Estimular o filhote a comer peixe – ok
Estimular leitura – ok
Refeição em família – ok
Fazer uma lista do que eu consegui fazer ao invés do que ainda está faltando – ok

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A dica saudável de hoje é o desejo de deixarmos não só as refeições mais leves, mas a vida. Que o momento de se alimentar seja gostoso em todos os sentidos. Regras são necessárias, mas às vezes, o que funciona para um bebê ou para uma criança, talvez não funcione com a sua ou não se encaixa na sua rotina. O importante é ter coerência e consistência, optar por alimentos mais saudáveis e aproveitar esse momento mágico e cheio de descobertas.

Amazon – O urso esfomeado

 

*O Pequeno Gourmet recomenda a consulta de um profissional especializado em caso de dúvida quanto a qualquer informação disponível no Portal

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