Governo americano cancela até 2020 programa de alimentação saudável escolar

Postado por Equipe Pequeno Gourmet

Aqui no Pequeno Gourmet a gente gosta sempre de dar notícias positivas, que ajudam a combater a má alimentação das crianças por todo o mundo. Mas, dessa vez o assunto não é tão bom. Recentemente, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que não vai continuar com o programa criado pela ex-primeira dama Michelle Obama, que procurava levar refeições mais saudáveis às escolas de educação infantil e superior em todo o país.

A justificativa usada pelo governo de Trump foi a de que o programa exigia algo que as cantinas não estavam conseguindo arcar: ingredientes mais caros e um maior desperdício de alimentos. Afinal, quando o lanchinho gorduroso era trocado por uma opção mais saudável, a taxa de rejeição também era maior. Por isso, as medidas do programa “Let’s Move” foram congeladas até o ano de 2020, para dar mais tempo à adequação.

Programa é considerado um exemplo

Além de propor a redução do teor de açúcar, sódio e gorduras nos alimentos oferecidos aos alunos, o programa social criado pela esposa do ex-presidente Barack Obama, também tinha a missão de incluir nos cardápios escolares uma maior variedade de frutas, cereais integrais e legumes. A iniciativa foi usada como exemplo para a redução dos crescentes números de obesidade e diabetes infantil, que aumenta a cada ano no país.

Por aqui, a gente já tinha mostrado uma ideia bem legal que até inspirou a criação do “Let’s Move”, o “White House Kitchen Garden” (“Cozinha do Jardim da Casa Branca”) um projeto em que Michelle Obama recebia milhares de estudantes para mostrar a origem dos alimentos diretamente da horta instalada na Casa Branca e fazia com que eles ficassem em contato direto com frutas, legumes e verduras.

Nós do Pequeno Gourmet ficamos triste com essa atitude. Entendemos que transformar uma alimentação rica em gorduras, sódio e produtos industrializados por um cardápio com opções mais saudáveis, não é uma tarefa fácil. É preciso ter paciência para que os estudantes se adaptem ao novo tipo de alimento, que só vai fazer bem para a saúde deles. Cortar esse programa, ou adiá-lo, é infelizmente retroceder em um avanço para o combate a obesidade infantil.

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